Publicado por: Everton Souza em: 06/04/2011
No mês de março dei início a uma Pós-graduação de Comunicação Interna para Relacionamentos Estratégicos na PUC-Minas.
No primeiro dia de aula, como não poderia ser diferente, a aula é reservada paras as devidas apresentações pessoais dos alunos, campo de atuação, formação, entre outras informações.
Percebi que a maioria das pessoas que se matricularam no curso são profissionais da área de Comunicação (por motivos óbvios). Entretanto a “fatia maior do bolo” é constituída de profissionais de Relações Públicas e Jornalistas.
Em uma das apresentações, um dos alunos questionou a visão deturpada (inclusive no próprio meio da Comunicação) que alguns profissionais possuem sobre a real função do profissional de Relações Públicas. Me refiro àqueles que se limitam a dizer que este profissional se forma para única e exclusivamente realizar eventos.
Afinal, existe algum problema em dedicar alguns anos de sua vida para realizar eventos?
Não. Não existe. É só observarmos os vários cursos na área de Eventos (bem mais específicos e não menos importantes) que existem por aí. O problema efetivo desta visão equivocada que algumas pessoas têm da profissão de RP, é limitar o campo de atuação de um profissional que direcionou seus estudos para compreender as técnicas que constituem o entendimento da Comunicação Institucional de qualquer empresa.
O profissional de RP trabalha a Comunicação das empresas de forma integrada. independente do ramo de atividade que ela exerce. Ela identifica os stakeholders desta empresa. É aquele profissional que se preocupa com a imagem que este público percebe em relação à empresa. É aquele que se importa com o que as pessoas estão dizendo sobre ela, ouvindo as opiniões e comparando as experiências que seus públicos compartilham e que estejam relacionadas a ela.
Identificar e trabalhar a imagem que a empresa se projeta no ponto de vista do seu público. Esta é uma das principais tarefas do profissional de RP. Tarefa esta que, diga-se de passagem, embora pareça simples, o faça suar a camisa por um longo período.
Não há tempo para este profissional executar apenas tarefas relacionadas a eventos. O mundo está online. As pessoas participam, compartilham informações, mesmo que de longe, em tempo real. As empresas possuem acesso ao feedback de uma forma efetivamente rápida. Para o RP, esta resposta é de extrema importância.
Grande parte das empresas se preocupam em construir mensagens que agreguem valor aos seus produtos, mas se esquecem de uma lição primária: entender o público para quem essas mensagens serão direcionadas. É aí que entra o trabalho do RP. Identificar, se informar, pesquisar, e a partir deste ponto, criar ações eficientes que possibilitem uma relação confortável entre as empresas e o seu público.
Na realidade, acredito que este seja o papel de todo profissional de Comunicação, seja ele Relações Públicas, Publicitário ou Jornalista. O que não dá para engolir é o ato de se fazer acreditar que o RP só existe para fazer aquela festa ótima da empresa no final do ano. Isso não dá.
Em contrapartida, não há como culpar as pessoas que pensem desta forma, já que muitas empresas, inicialmente, contratam este profissional para este fim. Assim, cabe ao profissional mostrar para estas empresas que ele não está ali apenas para isto, e que ele pode mostrar sua capacidade de trabalhar a Comunicação de forma favorável à organização.
Não sou RP, sou Publicitário. Mas antes de qualquer título, sou Comunicólogo. Trabalho, vivo e respiro Comunicação. Por este motivo saí em defesa dos profissionais de Relações Públicas, que também, antes de serem RP’s, são profissionais de Comunicação.
Aliás, tenho grandes amigos Relações Públicas que, além de trabalhadores incansáveis, são extremamente competentes.
Quer um cafezinho? Pede para a moça do cafezinho. Não pede para o RP, não. Ele tem muito trabalho para fazer.
Publicado por: Everton Souza em: 01/02/2011
Hoje é o dia do Publicitário.
Tenho visto por aí algumas homenagens ao dia do Publicitário. Homenagens bem interessantes, inclusive.
Porém, uma me chamou a atenção de uma forma especial.
O Grupo RBS, uma das maiores e mais antigas empresas afiliadas da Rede Globo, enviou um e-mail marketing aos profissionais de Publicidade ligados à empresa.
Achei simples e de bom gosto. Bem legal.
Dá uma olhada:
Aproveitando, gostaria de parabenizar a todos os Publicitários. Inclusive àqueles que estão fazendo hora-extra numa hora dessas, pois o Job tem que ficar pronto amanhã. Bem cedo.
Parabéns pra esse povo que trabalha muito e que, acima de tudo, gosta de trabalhar muito.
Parabéns!
Publicado por: Everton Souza em: 05/10/2010
Mais uma campanha sai do ar por interferência do Conar.
Provavelmente você já deve ter visto o VT abaixo, onde a montadora Nissan cita e provoca as marcas concorrentes explicitamente. Trata-se do comercial “Alvos”, que cita as concorrentes Fiat, Honda e General Motors, comparando as marcas e relacionando os “prêmios” em que o consumidor poderá levar pra casa ao adquirir o Livina, modelo da Nissan premiado pela revista 4 Rodas.
Claro que a concorrência não gostou e entrou com uma representação no Conar para tirar o VT do ar.
E conseguiram (Na verdade, quem conseguiu foi a GM, autora da representação).
A proibição é de caráter liminar, até que o caso seja devidamente julgado.
Quem criou a campanha foi a Lew,Lara TBWA, agência que costuma trabalhar a propaganda de forma comparativa, mas não tão explícita quanto esta campanha da Nissan.
Opinião pessoal: O Brasil não está acostumado a propagandas comparativas, onde marcas concorrentes são citadas explicitamente para exaltar algum ponto forte do anunciante. É uma questão cultural. O que, aliás, são muito comuns em propagandas estrangeiras, e até muito bem aceitas pelos consumidores. Mas, convenhamos: os de lá. Coca-cola X Pepsi é um exemplo clássico.
Para o Brasileiro, citar uma marca de forma depreciativa é tratado como concorrência desleal, mau gosto e provocação. Acredito que nos dias atuais, não dá mais tempo de se implantar esta forma de propaganda no Brasil.
Não é visto com bons olhos.
Aí, pra não deixar por menos, a Nissan já criou um novo VT. Trata-se de um pedido de desculpas pra lá de irônico.
Direito dela, claro.
Aliás, até achei que o pedido de desculpas foi bem criativo.
E provocador.
(Fontes: Propmark; PortalExame)
Publicado por: Marcelo Dias em: 21/09/2010
A Devassa entende de marketing e mais uma vez inova em sua campanha. Para quem não acompanhou, a Devassa lançou, no início desse ano, a sua campanha para a Devassa Bem Loura. A estrela da campanha é a socialite politicamente incorreta Paris Hilton (hoje ela foi presa por porte de cocaína e passará um ano em liberdade condicional).
A campanha faz menção a um cabaret e o site foi todo construído a partir dessa premissa, inclusive com a disponibilização de um jukebox com o jingle da cerveja em vários estilos musicais tipicamente brasileiros. Além disso, foi produzido um comercial que teve sua veiculação suspendida pelo Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária), que argumentou que a cerveja faltou com respeito à mulher ao usar imagens sexistas. Assista ao comercial.
Eu nem preciso dizer que a postura do Conar foi no mínimo absurda. Quem já assistiu a qualquer comercial de cerveja sabe do que eu estou falando.
O fato é que a Devassa insiste em inovar e a ensinar a todo mundo como se faz comunicação. Dessa vez a campanha, ainda estampada por Paris Hilton, premia o degustador da cerveja com um SmartPhone caso ele ouça a voz da socialite ao ligar para um 0800 e digitar o código que vem impresso no lacre da latinha ou na tampinha da garrafa de Devassa.
O site ainda é lindo e a campanha da Devassa Bem Loura continua sendo a melhor dentre as cervejas brasileiras. Duvida? Corre no Jukebox e tente não ficar viciado em todos os ritmos.
Publicado por: Everton Souza em: 09/09/2010
Acontece na próxima sexta-feira, dia 10/09/2010, o 3º e 4º Painéis ABAP-MG (Associação Brasileira de Agências de Publicidade – Capítulo Minas Gerais).
O evento é decorrente do 1º e 2º Painéis que aconteceu no ano de 2009, e visa dar continuidade ao sucesso da realização anterior, abordando temas mais que pertinentes à Comunicação mineira e apresentando novidades e atualizações do setor.
O Evento é voltado para profissionais da área que se interessam e consomem Comunicação de forma geral. Contará com a presença de gente muito competente e que entende muito de comunicação. Dá uma olhada no breve currículo dos grandes nomes:
Tim Parsey – Foi gerente de design de produtos da Apple; vice-presidente de design da ACCO; vice-presidente de design de experiência da Motorola; vice-presidente de design da Mattel; diretor de atendimento ao usuário da Microsoft; e atualmente é dono de sua própria empresa, a ShiftAlliance.
Shari Novick – Atualmente é parceira de Tim Parsey na administração da ShiftAlliance. Shari Novick é responsável por orientar grandes empresas a compreenderem e melhor utilizarem a Web 2.0, mídia digital e social, com o objetivo de fazer com que essas empresas se destacassem no mercado e contribuíssem para o crescimento econômico. Já passou por empresas como Citibank, MasterCard, Microsoft, Nike, Pepsi, Procter & Gamble entre outras.
Pyr Marcondes – Jornalista, Publicitário, consultor e autor. Já passou por grandes veículos como Isto É, Jornal da Tarde e Playboy. Foi Diretor Editorial do jornal Meio & Mensagem, Diretor de criação da ex-TBWA, a Grottera & Cia. Atualmente é diretor do núcleo ProXXima do Grupo M&M. É ainda, autor de vários livros voltados à propaganda e publicidade.
Almir Neves – É diretor executivo da Empresa de Educação Corporativa Click Conhecimento. Possui ampla experiência em Planejamento Estratégico e já passou por diversas empresas de grande porte no Brasil. É Especialista em Gestão Empresarial e é certificado em Administração de conflitos pela Universidade de Harvard.
Os feras daí de cima darão palestras sobre Digitalização na Sociedade, Digitalização na Comunicação e Influência das Redes Sociais na Indústria da Comunicação.
São ótimas referências para quem quer se manter atualizado no que se refere a Comunicação Digital e Empresarial.
Quem quiser participar do evento, os preços estão bem acessíveis e ainda dá tempo de fazer a inscrição.
Para informações como horário e local, é só entrar no site da ABAP-MG e se informar sobre os valores diferenciados para estudantes, profissionais e profissionais associados à ABAP-MG.
Eu, sortudo que sou, ganhei uma credencial em uma promoção no Twitter. Taí mais uma prova da influência das redes sociais…
Quando eu voltar com novidades, postarei sobre o assunto e sobre o evento que promete, e muito.
Publicado por: Everton Souza em: 30/08/2010
O botão “curtir” do Facebook anda proporcionando à Ford motivos de sobra para comemorar.
A Ford apostou suas fichas na rede social que mais cresce atualmente e decidiu lançar o novo Ford Fiesta, tendo como gancho principal o botão “curtir”. Uma boa oportunidade para promover a marca, além de conseguir, através do site, mensurar a quantidade de pessoas que, de fato, curtiram o lançamento através da rede de relacionamento.
Para promover seu novo produto, a Ford irá postar tanto no seu perfil no Facebook, quanto em seu canal no Youtube, vídeos com depoimentos de alguns dos 500 mil compradores do New Fiesta, sobre como a nova aquisição mudou a vida de cada um deles…
Além da internet, a Ford promove a sua marca nas ruas, sempre anunciando com antecedência o local que será exposto… e o grande lançamento contará com a presença da banda Chromeo.
Campanha de oportunidade. Um bom momento para usar e abusar das redes sociais, assunto em alta no momento.
E uma das coisas que percebi no Facebook é que só se aperta o botão “curtir”, quando a gente (eu, pelo menos) realmente curte o que foi postado. E quanto à ação da Ford no lançamento do New Fiesta? Eu curti.
(via Mundo do Marketing)
Publicado por: Everton Souza em: 06/08/2010
Já andei lendo por aí diversas matérias de especialistas em Twitter, dando dicas de como uma empresa deve utilizar a ferramenta de forma correta.
Algumas empresas utilizam o Twitter como uma espécie de “fale conosco”, por exemplo. Algumas afirmam seguramente que respondem a 100% das dúvidas, reclamações e sugestões de seus seguidores.
Sempre que leio essas matérias aprendo um pouco mais. Quase todos os dias, alguém percebe um “erro” cometido por empresas que adotaram a ferramenta como forma de se aproximar e se tornar mais “íntimo” de seus consumidores.
Um exemplo que notei em quase todos os cases, artigos e matérias que li sobre o assunto, é o caso clássico do diretor comercial da Locaweb, Alex Glikas. Corintiano (acredito eu), o colaborador da empresa ofendeu, através do twitter, os torcedores do São Paulo – milhões de pessoas, diga-se de passagem – time que a Locaweb possuía um contrato de patrocínio. Resultado: a atitude impensada do diretor comercial, resultou em um pedido desconfortável de desculpas por parte da empresa, e um pedido de desculpas no twitter, por parte do torcedor empolgado que, naquele momento, era apenas funcionário da Locaweb. Além da sua demissão, claro. O que ele ganhou com essa atitude tomada pela empolgação do futebol? Um asterisco no canto superior direito do currículo. Mas isto é história pra outro post.
A grande pergunta que fica, no caso citado acima é: Como é que uma empresa focada em internet não elabora um manual de conduta para seus colaboradores fazerem um bom uso das redes sociais? Enfim…
Voltando ao assunto, hoje eu li uma matéria bem legal no blog Comunicadores (salvem em seus favoritos, por favor!), a estratégia e tática adotadas, repentinamente, por uma empresa americana.
A empresa fabricante de biscoitos Wheat Thins, munida de uma equipe que monitora todas as citações da marca no Twitter, captou a insatisfação de uma cliente. No caso, a insatisfação não era com o produto em si, mas sim pela falta dele em sua despensa.
Em um tweet “reclamão”, Tabitha Hancock relata a sua extrema tristeza pela falta do produto. A empresa, então, captou a mensagem e decidiu presentear a fã do biscoito com muitas, muitas caixas do produto.
Foi assim: falou bem, levou!
A empresa registrou o momento da entrega do produto. Atitude inteligente, inclusive. Virou notícia graças a uma consumidora e divulgou o fato de forma espontânea.
Taí um bom uso do Twitter por parte de uma empresa, que se mostrou preocupada com a satisfação de um consumidor da sua marca.
Mandou muito bem!
(via @comunicadores)
Publicado por: Everton Souza em: 27/07/2010
Gente, olha que legal!
Imagine que você está em casa numa sexta-feira à noite, e antes de ir pra balada você resolve pedir uma pizza?
Situação super normal. Acontece sempre, não é mesmo?
Daí você vai até o telefone, escolhe a pizzaria que você gosta e fica lá, esperando a pizza chegar.
É aí que rola o diferencial.
Dá uma olhada nessas caixas de pizza:
Como funciona?
Pra quem mora em BH, este tipo de mídia é novidade. A representante do formato dessa mídia fecha uma parceria entre as agências de publicidade, as pizzarias e a empresa que deseja veicular sua imagem nas caixas da pizzas. Assim, a empresa que contrata o serviço da agência têm a sua imagem divulgada na área que deseja atingir.
Considerando que a veiculação só é possível para quem pede pizza em tamanho gigante (8 fatias), estima-se uma exposição, por pizza, para 5 pessoas, aproximadamente. E ainda considerando a grande quantidade de pizzas que são comercializadas – principalmente – nos finais de semana, o alcance é bem abrangente.
É pizza de qualidade associada à marca da empresa contratante, que fica exposta na mesa por, no mínimo, 30 minutos. Além do cliente ainda poder contar com todo o trabalho de estudo estratégico e logística, garantindo um alcance muito mais satisfatório, já que a distribuição das caixas é determinada por área de entrega.
Sem falar na qualidade da impressão nas caixas, além da qualidade do material utilizado…
É novidade e eu achei muito interessante.
Quem me apresentou a novidade foi a Mary (@maryannearruda). Quem quiser saber mais informações de como o serviço funciona, colem no twitter dela. Ela responde a todo mundo, além da simpatia e paciência pra responder às minhas milhões de perguntas!
Acho que a mídia é super válida e acho que o retorno pode ser muito positivo.
Quem não gosta de pizza, né não?
***UPDATE:
Recentemente a Record Minas também decidiu inovar. Gostou da forma de abordagem das caixas de pizza, e fechou a parceria.
Com o título “Domingo é o dia da família. É o dia da record.” A Record Minas pega uma carona nas pizzas do fim-de-semana e entra na casa do consumidor sugerindo a programação da emissora.
A qualidade de impressão das caixas para a campanha da Record, como não poderia ser diferente, ficou impecável.
Abaixo, uma foto da caixa que andou circulando por aí.