Publicado por: Everton Souza em: 23/07/2010
Que a Google vive tendo problemas sérios com o Orkut não é novidade pra ninguém.
Esta semana o Orkut voltou às páginas policiais, depois do caso em que a Procuradoria Geral do Rio de Janeiro entrou com ação civil pública contra a Google, devido às comunidades e comentários postados incentivando práticas criminosas na rede.
Para a Procuradoria, seria ideal que a Google adotasse medidas de coibir esse tipo de comportamento na rede de relacionamentos. Inclusive, o prazo para a apresentação e aplicação da solução do problema é de 120 dias, o que obriga o gigante das buscas a correr contra o tempo. E pelo tamanho da empresa – e de seu poder – acredito que não chegará a estourar o prazo para que ela apresente alguma solução.
Além disso, a Procuradoria exige que a Google veicule uma campanha pesada de publicidade, alertando aos pais quanto aos riscos a que seus filhos estão expostos ao utilizarem um produto da própria empresa.
Quer dizer, é o mesmo que você possuir uma empresa e ser obrigado a alertar o seu público-alvo quanto aos riscos a que ele estará submetido ao consumir o produto comercializado por ela.
Bem parecido com a história polêmica que envolve os produtores de cigarro e o Ministério da Saúde.
Segundo o AdNews, a Google possui uma média de 1500 ações judiciais e, em sua maior parte, relacionadas ao Orkut. Dessas ações, na metade dos casos, a justiça considerou a empresa culpada por ser responsável pelo conteúdo das páginas, comunidades, comentários etc…
Como usuário do Orkut, acredito que realmente deveria haver uma forma de filtrar conteúdos criminosos nas páginas. Nunca me deparei com nenhum tipo de apologia a algum crime, violência, pedofilia etc… Isso, porque eu não procuro. E acho que o ponto alto da discussão é esse: Apologia ao crime na internet existe, e isso não é exclusividade do Orkut. Entretanto, acredito que o grande vilão da história é, de certa forma, o usuário. Todo mundo sabe que não é preciso estar em alguma rede social para termos acesso a sites de pedofilia, apologia ao nazismo, homofobia, intolerâncias de todos os tipos etc… Mas o cuidado mesmo, deve vir do usuário. Quem procura, acha.
Forçar uma empresa a alertar seus consumidores sobre o mau uso do seu produto pode até parecer correto. Mas esta campanha publicitária deveria partir de casa. Isto é, no mínimo, transferir a responsabilidade.
Que fique clara a minha opinião sobre usuários do Orkut que ameaçam diretamente a alguém, ou importune, constrange ou incentive diretamente, exercendo poder sobre quem quer que seja, a cometer algum tipo de delito, esse sim, deveria ser punido individualmente, embasado em todas as formas da lei e todas as constituições. Mas, infelizmente, isto não acontece.
Bom… processar a Google (e pedir indenização) é bem mais fácil que processar o fulano de tal que pratica o crime, não é mesmo?
Publicado por: Everton Souza em: 19/07/2010
Está meio fora de hora, eu sei… a copa do mundo já acabou, já temos um time melhor do mundo, eu sei.
Mas há tempos, estava com vontade de falar um pouco sobre a música tema da copa, feita pelo K’naan pouco antes dos anúncios da abertura dos jogos.
Ele (K’naan) fez a música Wavin’ Flag para ser cantada por alguns artistas em favor do Haiti na época da tragédia que abalou o mundo inteiro.
A melodia é ótima, a música gera emoção ao ser ouvida (e cantada), e é uma música que facilmente nos remete a alguma marca quando bem trabalhada. Isso só depende dos esforços e da capacidade de quem vai criar.
Aconteceu com a Coca-cola. A melodia e a letra foram trocadas e o refrão foi mantido. Em um evento como a copa do mundo, criar uma canção que fosse capaz de unir todos os países é muito comum. Todo mundo canta, todo mundo se emociona e a marca se destaca, claro.
Adaptar a música Wavin’ Flag para cada país, e no final das contas ver o mundo inteiro cantando o mesmo refrão é, no mínimo, de dar uma pontinha de inveja em qualquer um que trabalha com comunicação. Sem falar na mídia espontânea que a marca gerou.
Vale lembrar que a música tema oficial da copa do mundo de 2010 é Waka Waka (This Time For Africa) da Shakira. Mas sem querer tirar seu mérito, tampouco questionar o seu talento, depois desse feito da coca-cola, não tem quem não diga que a música tema seja Wavin’ Flag.
Coisa de gênio.
Publicado por: Everton Souza em: 15/07/2010
O assunto parece velho. Mas é incontestável que nos dias atuais, criar uma campanha pubilicitária é uma das tarefas mais difíceis, considerando alguns fatores que devem ser superados para não cair no clichê. Além da inovação das ideias e ter o cuidado de não fazer o que alguém já fez antes, hoje, quem se sente ofendido por uma propaganda, seja ela impressa ou veiculada na TV, pode reclamar.
O CONAR – uma instituição que regulamenta a veiculação de campanhas publicitárias, disponibiliza em seu site um espaço para quem quiser reclamar de qualquer propaganda e de qualquer empresa.
A regra é clara: se você não gostou do conteúdo da propaganda, seja por causa da conotação sexual; seja por causa da sua religião; seja por causa dos valores que você carrega desde criancinha, não importa. Você pode reclamar.
Um caso bem comentado no final do ano de 2009, foi o da Pepsico, empresa que comercializa os salgadinhos Doritos, da Elma Chips. A propaganda de título “Doritos YMCA”, mostrava um garoto que, ao ouvir a música YMCA da banda Village People, dançava freneticamente, causando certa estranheza em seus amigos, que seguia pela chamada “Quer dividir alguma coisa com os amigos? Divida um Doritos”.
Embora a propaganda fizesse parte de uma série de outras situações divertidas e engraçadas, teve quem não gostasse. Foi uma boa oportunidade para que 163 pessoas entrassem em contato, através do site do CONAR, para reclamar do “constrangimento” e desconforto ao ver uma campanha que carregava homofobia, preconceito, censura à homossexualidade, desrespeito à dignidade humana e segregação social. É, tudo isso em poucos 35 segundos.
Foram apenas 163 pessoas reclamantes. O suficiente para que o CONAR proibisse a veiculação do comercial.
Quem não viu o comercial, pode ver aqui.
Ontem, li no AdNews que o CONAR proibiu a veiculação do comercial da Bombril – executada pela gigante W/McCann de Washington Olivetto – que vende as lãs de aço biodegradáveis, confrontando com as esponjas sintéticas comuns (aquelas em que em sua maioria se apresenta nas cores verde e amarela) que demoram anos e anos para se decomporem na natureza. Foram R$ 30 milhões investidos.
A campanha declara uma guerra explícita com os concorrentes da Bombril, por mostrar o produto concorrente em seu comercial, e acaba atacando de forma agressiva.
O que parece ser uma estratégia de marketing que promete um grande aumento nas vendas, especialmente em relação àqueles consumidores que valorizam as empresas que se preocupam efetivamente com o meio ambiente – assunto em alta no momento – acabou se tornando modelo de erro de marketing quando “peca” duas vezes: 1. a empresa que comercializa o Bombril é a mesma que comercializa a esponja verde-amarela sintética, que também polui o ambiente e demora anos e anos para se decompor; 2. A empresa que diz que não polui ou prejudica o ambiente, fabrica lãs de aço extraídos do minério de ferro (recurso não renovável), além de disponibilizar o produto em embalagens plásticas, que pelo que consta, demoram 300 anos, em média, para se decompor. Esta é a principal questão levantada por ambientalistas.
Os reclamantes são os concorrentes, que procuraram o CONAR para entrar com a representação contra a Bombril.
Sobra trabalho para o setor de Comunicação e para o Relações Públicas nessa hora.
Assim, com toda esta facilidade em expor sua insatisfação, ofensa ou até mesmo indignação em relação a qualquer propaganda, fica a dúvida:
Como será que as pessoas reagiriam, nos dias atuais, se o comercial da Valisère (aquele, premiadíssimo, em que aparece uma menor de idade experimentando o primeiro sutiã) fosse veiculado hoje?
Especialmente hoje em dia, onde pedófilos estão em alta nas páginas policiais…
Acredito que vale uma reflexão.
Publicado por: Everton Souza em: 14/07/2010
Hoje, no final do dia, recebi um e-mail de uma colega indicando uma boa oportunidade para quem busca uma “beiradinha” no mercado de trabalho.
Deu no G1: A Curriculum organizará uma feira virtual para Trainees e Estagiários de diversas áreas. E o que é mais legal: é virtual e a interatividade rola diretamente com os estandes virtuais das empresas.
A feira já está em sua segunda edição e conta com o apoio de grandes empresas como: Oi, Microsoft, Globo.com, Santander e diversas outras, além de oferecerem oportunidades de trabalho para quem ainda não ingressou na carreira profissional escolhida.
Uma ótima oportunidade pra quem é recém-formado.
O evento virtual acontece do dia 26 de julho a 08 de agosto.
Quem quiser acompanhar a feira, deve fazer o cadastro (gratuito) do currículo no site: www.curriculumnetworks.com.br/prefair e aguardar o dia da feira para mostrar o talento pras empresas participantes.
O blog da feira é: http://curriculumnetworks.blogspot.com. Aliás, esse blog é pra salvar nos favoritos. Tem muita coisa bacana lá.
Então corre lá, faça seu cadastro e participe.
Eu já fiz o meu. =)
Publicado por: Everton Souza em: 13/07/2010
A ideia inicial era criar um espaço que falasse sobre Comunicação.
Sou publicitário.
Embora seja publicitário, não vou me preocupar (por enquanto) com o visual do blog. Layout, frames e família irão ficar de fora, até que eu disponha de um pouco mais de tempo para me dedicar.
Voltemos à Comunicação.
Comunicação é uma ciência ampla. Uma ciência que não deve ser limitada, porque comunicação tem todo dia, toda hora, todo segundo. Resumindo: a Comunicação não para.
Assim, lanço agora o Comunicadrops. Um blog que fala de Comunicação e, possivelmente, tudo que envolve esta ciência. E como publicitário gosta muito de defender nomes, marcas, ideias etc., não será diferente.
Por que Comunicadrops?
Quando a gente pensa em Drops, aquele embrulhinho cheio de balas, a gente pensa na infância. Bala lembra infância. Sim, eu sei que tem adulto que gosta de bala, mas bala lembra infância, sim. Lembra também a adolescência. Que adolescente não teve um drops dentro da mochila um dia? Então… acontece que drops nos remete a uma ideia de jovialidade. Mas, também nos remete a uma idéia de ociosidade. Quem tem um tempo livre e passa em frente a uma padaria, por exemplo, compra um drops. No cinema é comum as pessoas comprarem um drops antes da sessão iniciar. E por fim, antigamente existiam aqueles drops que vinham com balas de diversas cores.
Onde quero chegar?
Este blog tem basicamente a mesma funcionalidade do drops. Você pode ter 90 anos, que se você entrar aqui, terá informações atualizadas, descoladas, e vai se sentir jovem por se manter antenado com a Comunicação na atualidade. Isso poderá ser feito em uma hora em que você não tiver nada para fazer. Momento de querer saber mais sobre o que está acontecendo no mundo da Comunicação. E as cores das balinhas serão representadas pela variedade de informações que postarei aqui, no âmbito das principais ramificações da Comunicação: Publicidade, Marketing, Jornalismo e Relações Públicas.
E vai ser assim… com várias cores e sabores. Você escolhe.